Política

Recuperação judicial ainda é ineficiente no Brasil, diz secretário

0


O secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou nesta quinta-feira (27) que a nova lei de falências, aprovada ontem (26) pela Câmara dos Deputados, vai aumentar a taxa de recuperação do crédito no país. O texto, que agora precisa passar pelo Senado, prevê a possibilidade de financiamento na fase de recuperação judicial, de parcelamento de dívidas tributárias federais e de apresentação de plano de recuperação por credores.

“A recuperação judicial no Brasil é ineficiente ainda. A lei de 2005 trouxe uma forte melhoria, mas agora a gente precisa modernizá-la. Precisávamos também preencher algumas lacunas que, na época, em 2005, não foi possível tratar, como é o caso dos grupos econômicos, dessa insolvência que envolve vários países, a insolvência transfronteiriça”, afirmou o secretário, durante coletiva de imprensa transmitida pelas redes sociais da pasta. “O total de crédito fornecido hoje no Brasil é da ordem de 47% do PIB [Produto Interno Bruto, soma dos bens e serviços produzidos], esse é um valor baixo, ele pode ser aumentado”, pontuou. 

Segundo Waldery, até junho, cerca de 700 novas empresas tinham entrado com pedido de recuperação judicial no Brasil. O número total de processos desse tipo no país ultrapassa os 7 mil.    

“Muitas empresas que em situação normal não pediriam recuperação judicial, podem sim passar a pedir exatamente por um menor faturamento, menor receita, maior incerteza e menor provisão de crédito. Essas medidas se tornam ainda mais importantes em situações de calamidade pública, quando o custo do crédito aumenta”, apontou o secretário. 

Um estudo citado pela pasta indica que a taxa de recuperação de crédito, que indica a solvência das empresas, é de 18,2% no Brasil, contra uma média de 31,2% na América Latina, principalmente por causa dos juros altos e do tempo de duração dos processos de recuperação judicial, que leva cerca de 4 anos para o Brasil, enquanto nos demais países latino-americanos é de 2,9 anos. Se aprovada, a nova lei de falências vai substituir a Lei 11.101, em vigor desde 2005.

“O texto que segue para o Senado já representa uma resposta muito boa em termos de melhoria para essa área, imprescindível para geração de emprego e renda. Estamos falando da manutenção dos negócios, não necessariamente das empresas. Queremos uma recuperação de crédito no Brasil que aproxime das melhores economias”, considerou.



Fonte

Mourão diz que país deve fazer dever de casa para investimento

Previous article

Senado aprova redistribuição de ISS

Next article

You may also like

Comments

Leave a reply

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

More in Política