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Prêmio Sesc de Literatura distingue regiões Sudeste e Sul

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O escritor Caê Guimarães tem carreira como poeta desde 1997, mas foi com seu primeiro e inédito romance, intitulado Encontro você no oitavo round, que ele conquistou o primeiro lugar nessa categoria na edição 2020 do Prêmio Sesc de Literatura. Falando hoje (23) à Agência Brasil, o poeta, escritor, jornalista, redator e roteirista nascido no Rio de Janeiro e criado no Espírito Santo, onde vive atualmente, comentou que o prêmio o incentiva a seguir desvendando os caminhos do romance. Não à toa, ele já está se debruçando em nova obra (O Filho de Zeus e Seu Avô), mas que se encontra em estágio ainda inicial.

Guimarães disse ter sido surpreendido ao ganhar o prêmio com seu primeiro romance. Considera que o concurso abre para ele “uma avenida de contatos e de circulação”. Na sua avaliação, “o grande barato do Prêmio Sesc de Literatura é romper barreiras e conhecer outros escritores e leitores de várias partes do país”.

Com alguns contos publicados em coletâneas desde 2018, o servidor público municipal e especialista em literatura brasileira pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), Tônio Caetano, foi o vencedor do Prêmio Sesc deste ano na categoria conto, com a obra também inédita Terra nos Cabelos. Caetano confessou à Agência Brasil que tem tentado escrever romance, mas considera que a tarefa envolve “uma questão de fôlego e de estrutura”. Por isso, prefere seguir no mesmo caminho literário. “Ano que vem, ainda vai ser conto”, prometeu.

Revelações

Desde 2003, o Prêmio Sesc de Literatura revela anualmente dois escritores nas categorias romance e conto, com o objetivo de oferecer oportunidades a novos talentos e, com isso, promover a renovação no panorama literário brasileiro. O concurso só recebe obras inéditas e é considerado referência por críticos literários e escritores brasileiros, além de ser visto também como porta de entrada para o mercado editorial no Brasil. Os livros são inscritos gratuitamente pela internet e são protegidos por pseudônimos.

Nesta 17ª edição, foram inscritos 1.358 livros, sendo 692 romances e 666 contos. O analista de Literatura do Departamento Nacional do Sesc, Henrique Rodrigues, destacou que o recorde de inscrições foi registrado no ano passado, com 1.969 trabalhos, dos quais 1.043 eram romances e 926, contos. “Mesmo assim, a gente considera que foi um número confortável de inscritos, porque ficou acima de mil”. Rodrigues lembrou que como a inscrição e a análise das obras puderam ser feitas de forma remota, o trabalho não foi afetado pela pandemia do novo coronavirus e o resultado pôde ser divulgado no prazo previsto. As comissões julgadoras desta edição foram comandadas por Renata Pimentel e Samarone Lima, na categoria romance; e por Ana Paula Maia e Marcelo Moutinho, na categoria conto.

No início, o concurso começava em um ano e a divulgação dos vencedores acontecia no ano seguinte. A partir de 2015, porém, foi feito ajuste no cronograma para que o prêmio pudesse começar e terminar no mesmo ano. Os dois livros vencedores da edição de 2020 já estão na Editora Record para publicação e distribuição. O lançamento está previsto para novembro, quando as obras entrarão no circuito nacional do Sesc.

Pós-quarentena

Henrique Rodrigues observou, por outro lado, que a circulação dos autores pelo país deverá ocorrer somente em 2021 e, mesmo assim, vai depender da pós-quarentena. “Ainda não dá para prever”. Em função da pandemia, os vencedores de 2019, que foram João Gabriel Paulsen, de Minas Gerais, com o livro O doce e o amargo, na categoria conto, e Felipe Holloway, de Mato Grosso, com a obra O legado de nossa miséria, na categoria romance, não puderam ainda percorrer o país. “A gente tem essa esperança de juntar os quatro vencedores no próximo ano, mas isso depende de termos condições (financeiras) e aprovação superior do Sesc. Mas a nossa intenção é essa”, sinalizou Rodrigues.

Temas

O romance de Caê Guimarães Encontro você no oitavo round trata de redenção: um pugilista se debate entre um incômodo zumbido e a memória de outra ocupação antes de se dedicar ao boxe. Dias antes da sua última luta, ele conhece uma jornalista que se dispõe a desvendar o que o fez tomar o caminho dos ringues. Já o livro de contos Terra nos Cabelos, de Tônio Caetano, tem várias mulheres como personagens principais. “Cada uma é única e está vivendo seu processo de tempo e narrativa”, expôs Caetano.



Fonte

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