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Maior hospital de campanha da capital paulista recebe paciente

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O maior hospital de campanha para combate à covid-19 da capital paulista, projetado pela prefeitura de São Paulo para abrigar 1,8 mil leitos no Anhembi, recebeu na tarde deste sábado (11) seu primeiro paciente. Está prevista, ainda para hoje, a admissão de mais sete pessoas. Nesta primeira fase da operação, a unidade conta com 326 leitos. O restante dos leitos entrará em operação a partir da segunda quinzena de abril, segundo o município. 

Para a cidade de São Paulo, está prevista a operação de três hospitais de campanha, que são unidades médicas temporárias, para o combate à covid-19. O hospital instalado no Pacaembu, também da prefeitura, já está funcionando desde a última segunda-feira (6) e conta com 200 leitos. Até às 15h de hoje, 47 leitos estavam ocupados, dos quais 45 pacientes estavam em leitos de baixa complexidade e dois na sala de estabilização, com recursos para tratamento de casos mais graves. Está prevista para hoje também a admissão de mais 13 pacientes nesta unidade.

Já o hospital do Complexo do Ibirapuera, que será aberto em 1º de maio, é uma iniciativa do governo do estado e terá capacidade para 240 leitos.

O objetivo dos hospitais de campanha é atender casos de baixa e média complexidade, liberando as outras unidades públicas de saúde para o atendimento da alta complexidade e para internação de pacientes com quadros mais graves e aqueles com necessidade de internação em Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

No total, prefeitura e governo estadual vão acrescentar 2.240 leitos de baixa e média complexidade na capital paulista com a construção desses três hospitais de campanha.

Os equipamentos funcionarão de portas fechadas, ou seja, as pessoas não serão atendidas diretamente na porta do hospital de campanha. Os pacientes chegarão, exclusivamente, encaminhados pelos equipamentos públicos de saúde – hospitais, pronto-socorros, Unidades de Pronto Atendimento e Assistências Médicas Ambulatoriais.

Conforme informou a prefeitura, caso o quadro de saúde do paciente instalado em leito do hospital de campanha se agrave, ele será encaminhado para um dos leitos de estabilização. Em caso de piora do quadro clínico, o paciente utilizará os recursos disponíveis na sala de recuperação e, se necessário, será transferido para outro hospital com recursos de UTI.

Os três hospitais de campanha serão administrados por organizações sociais, via convênio com os governos. Essas entidades são responsáveis pela administração dos serviços de saúde da unidade e pela contratação dos profissionais que farão os atendimentos.

Trabalhadores montam um hospital de campanha temporário no Estádio Pacaembu durante o surto de doença por coronavírus (COVID-19) em São Paulo, Brasil, em 23 de março de 2020. REUTERS / Amanda Perobelli – REUTERS / Amanda Perobelli/direitos reservados

Pacaembu

Aberto na última segunda-feira (6), o Hospital Municipal de Campanha do Pacaembu conta com 200 leitos de baixa e média complexidade, dos quais, oito são de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para socorrer pacientes que apresentem complicações.

A unidade de saúde conta com equipamentos para realização de exames de imagens, incluindo tomografia, e laboratório para realização de exames de análises clínicas.

Para evitar contaminação, os familiares não têm acesso aos pacientes nem podem circular pelo interior do hospital, mas, segundo a prefeitura, eles recebem informações sobre o quadro clínico do paciente. Há uma sala de acolhimento dos familiares, área reservada para informação sobre pacientes e com salas individuais para conversas.

O hospital tem 520 profissionais, entre médicos, enfermeiros, técnicos e auxiliares de enfermagem, fisioterapeutas, psicólogos e assistentes sociais, divididos em três turnos. A Organização Social (OS) da Sociedade Beneficente Israelita Brasileira Hospital Albert Einstein é responsável pela administração da unidade.

A infraestrutura da unidade conta com 6,3 mil m² de área, onde ficam localizadas as 10 enfermarias. As paredes e pisos dos módulos são laváveis para facilitar a higiene e desinfecção. No local, há 30 banheiros completos com chuveiros e refeitório com capacidade para servir 350 refeições por período (café, almoço, jantar e ceia) para os profissionais da saúde.

De acordo com a prefeitura, as unidades do Pacaembu e do Anhembi contam com o fornecimento de energia e geradores e os profissionais responsáveis pela higienização das unidades de saúde foram treinados e orientados conforme norma técnica da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Anhembi

A prefeitura concluiu na segunda-feira (6) a primeira etapa das obras de implantação do Hospital Municipal de Campanha do Anhembi, em Santana, zona norte da capital. Nesta primeira fase, estão funcionando 326 leitos de baixa complexidade.

Os primeiros leitos, que começam a ser instalados no Palácio de Convenções do Anhembi e no Pavilhão Oeste, serão administrados por duas organizações sociais: Instituto de Atenção Básica e Avançada à Saúde (Iabas) e Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM).

A partir da entrega da primeira parte da obra pela prefeitura, as organizações começaram durante a semana a montar e testar os equipamentos, levar insumos e medicamentos, além de realizar treinamentos com a equipe de saúde.

A previsão é que o hospital de campanha ofereça um total de 1,8 mil leitos, distribuídos nos cerca de 80 mil m² do Anhembi. O restante dos leitos entrará em operação a partir da segunda quinzena de abril. O hospital terá cerca de 2,1 mil profissionais quando estiver em completa operação.

Ibirapuera

O Complexo Desportivo Constâncio Vaz Guimarães, no Ibirapuera, vai abrigar o hospital de campanha do governo do estado para atendimento de casos de covid-19, com abertura prevista para 1º de maio. Com 7,5 mil metros quadrados, o hospital vai ocupar o gramado e parte da pista de atletismo do complexo.

O espaço terá 240 leitos de baixa complexidade, 28 leitos de estabilização, sala de descompressão, consultórios médicos e tomografia. Assim como os hospitais de campanha da prefeitura, a unidade receberá pacientes vindos de unidades de pronto atendimento.

Para a implantação e a administração do hospital, a Secretaria de Estado da Saúde vai firmar convênio com o Seconci, organização social de saúde (OSS). A organização ficará responsável pela contratação de 800 profissionais de saúde que atenderão no local. Segundo divulgou o governo do estado, o total de recursos para a construção e desmobilização do local é de R$ 12 milhões. Outros R$ 10 milhões mensais serão investidos para o custeio da unidade.



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